22 de maio de 2009

Do it right.

É incrível exercer o poder que temos sobre nós mesmos. Na maior parte do tempo, acho que a tendência é fazermos o que a grande maioria acha que é certo, só que muitas vezes - ou quase sempre - essa é a coisa certa a não se fazer. Hoje por exemplo. Recebi um proposta de trabalho a princípio interessante. Um coisa temporária, com um dinheiro pouco, mas que sempre ajuda. Fui ligar para a pessoa com quem eu iria trabalhar - Daniela, o nome da tal. (melhor não dar sobrenomes)... Eu já a conhecia de outra empresa, e trabalhamos uma vez juntas. Mas ela fora dispensada e eu continuo até hoje, prestando serviços para essa empresa. Como o contato inicial foi através de outra pessoa que me indicou, hoje telefonei pra Daniela, pra marcarmos uma reunião. Peeeeense na pessoa mais antipática e rude possível ? Tipo: não tenho tempo pra ser gentil nem com quem eu conheço, que dirá com que não conheço. Pois então, assim foi a ligação. Desliguei até meio atônita. Mas logo após voltar ao meu estado normal, decidi que não ia pegar esse trabalho. Liguei para a pessoa que me indicou e conversei com ela e disse que não poderia pegar o trabalho. Costumo dizer que as duas situações de vida que nos desafia a violar nossa etica são basicamente duas: A de poder e a de necessidade. Em nome do Poder, ferimos (vou me incluir pois querendo ou não faço parte da raça humana e como todos sou passível de qualquer erro) nossa ética, moral, discernimento às vezes com a simples razão de dizer: " É porque eu POSSO. " Pior, geralmente não exercemos o poder sobre nós mesmos, e sim pelos ou melhor SOBRE os outros. A outra situação, que de certa forma faz o angulo de 180°, é a necessidade. Em nome da necessidade se rouba, se mata, se trai deixando pra traz ética, moral e discernimento pala simples razão pra dizer: "É porque eu preciso. Eu tenho que fazer isso" Eu preciso desse dinheiro. Não vou mentir. E dinheiro sempre é bem vindo, ainda mais de trabalho. Não vou ser hipócrita de dizer, não preciso de dinheiro. Preciso sim. Preciso de meu trabalho. É dele que vem meu sustento. Mas, mais do que nunca, preciso de minha sanidade mental, emocional, profissional. E se não começar a usar meu discernimento pra evitar de cair nessas pegadinhas da vida, nessas armadilhas, vou sucumbir. Decidi não pegar o trabalho. E depois que tomei essa simples decisão, um sentimento maravilhoso me invadiu. De liberdade e bem estar. Por isso, muitas vezes temos medo de dizer não, temendo perder terreno. Doce (ou não tão doce) ilusão.... sempre ela pronta a nos levar pelo engano, pelas armadilhas do ego, pela necessidade ou pelo poder. Os que tem o "poder", exploram a necessidade alheia. Segue a letra de DO IT de Lenine. Adoro essa musica porque ela confronta toda a nossa crença e tendência de procrastinação. Do It Lenine Tá cansada, senta Se acredita, tenta Se tá frio, esquenta Se tá fora, entra Se pediu, agüenta Se pediu, agüenta... Se sujou, cai fora Se dá pé, namora Tá doendo, chora Tá caindo, escora Não tá bom, melhora Não tá bom, melhora... Se aperta, grite Se tá chato, agite Se não tem, credite Se foi falta, apite Se não é, imite... Se é do mato, amanse Trabalhou, descanse Se tem festa, dance Se tá longe, alcance Use sua chance Use sua chance... Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô!, Hum!... Se tá puto, quebre Ta feliz, requebre Se venceu, celebre Se tá velho, alquebre Corra atrás da lebre Corra atrás da lebre... Se perdeu, procure Se é seu, segure Se tá mal, se cure Se é verdade, jure Quer saber, apure Quer saber, apure... Se sobrou, congele Se não vai, cancele Se é inocente, apele Escravo, se rebele Nunca se atropele... Se escreveu, remeta Engrossou, se meta E quer dever, prometa Prá moldar, derreta Não se submeta Não se submeta... Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô, Hum! Nanananã! Hê Hô! Hum!...(2x)

1 comentários:

Ludmila Rohr disse...

É importante saber do que se precisa ou que se quer, claro que é! mas é muito mais importante saber o que não cabe e o que vc não quer na sua vida!

Faça boas escolhas...pois afinal a nossa vida, são as nossas escolhas!

Bjos